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Família de gradil para parede cortina e como configurar

Estava fazendo uns testes e criei uma família de gradil que achei ser leve e com uma boa qualidade, criei também uma textura alpha para o material, o link para download é este: http://viahold.com/rFC

Mas como parede cortina é uma família de sistema não é possível exportar como uma família a parte, por isso teremos que configurar a mesma. Mas primeiro vamos carregar as famílias, basta carregar a família de perfil e de painel arrastando para o projeto ou pela aba Inserir > Carregar família.

Agora vamos criar um montante com o perfil que carregamos, basta ir no Navegador de projeto, e em Famílias encontrar a seção dos montantes.

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Dê um duplo click sobre qualquer um destes montantes, duplique o mesmo e nomeie como desejar, depois altere em Perfil para o perfil que acabamos de carregar. Também defini um material de pintura verde para combinar com a cor que coloquei no gradil.

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Agora vamos configurar a parede cortina, para isso crie uma parede cortina no projeto, selecione clique em editar tipo e duplique a mesma, nomeie como desejar. Basta agora alterar o painel para o do gradil, definir a divisão do eixo vertical para o tamanho do painel, neste caso utilizei 2.50m, e alterar os montantes para os do Gradil que criamos anteriormente.

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Agora teclando TAB e selecionando um dos painéis podemos alterar as propriedades do mesmo, o material comentarei a seguir, os parâmetros são os seguintes :

  • Sobras: as sobras do início e final do gradil, antes do primeiro e depois do último vinco
  • Espessura: a espessura do painel do gradil
  • Altura máxima 3 vincos e Altura máxima 2 vincos: esses parâmetros controlam a altura máxima que o gradil pode ter para a quantidade respectiva de vincos. Nos catálogos vi que é comum ter gradis de 2, 3 e 4 vincos que variam conforme sua altura, então criei estes parâmetros de modo que até 1.25m o gradil terá 2 vincos, até 2m terá 3 vincos e acima disto 4 vincos.

Todos estes parâmetros podem ser alterados, mas como não defini limites pode dar algum erro, por exemplo se alterar a espessura para uma valor muito alto a família acusará um erro pois não seria possível fazer o vinco com essa espessura.

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Apesar da família já vir com material aplicado, às vezes pode ocorrer algum problema como não encontrar a textura, é um material simples parecido com o de alambrado que comentei aqui, primeiramente na ba Gráficos defini uma cor para o gradil com Transparência em 100, ou seja total, o padrão de superfície é uma hachura cruzada de 5x25cm, como mostrado na imagem.

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Na aba Aparência defini apenas uma cor e a textura de recorte.

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A configuração da textura de recorte se refere apenas ao tamanho da mesma 5x25cm

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Sobre o projeto de container

Parece que muitos se interessaram no projeto que postei ontem então vou comentar um pouco sobre a criação do mesmo.

Como nunca fiz nada deste tipo comecei pesquisando sobre containers e sua estrutura, encontrei bastante coisa neste site, inclusive desenhos e modelos em 3D dos padrões de 20 e 40 pés, mas resolvi remodelar do zero toda a estrutura partindo das medidas de fabricantes e utilizar os desenhos do link como referência para posição dos elementos e dimensão total do container.

Comecei a partir da estrutura de um container padrão de 20 pés, criei a estrutura como uma família de modelo genérico e dentro da mesma esta aninhada a família dos cantos e os perfis que utilizei nas varreduras, não é paramétrica apesar de ser um dos objetivos iniciais.

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Basicamente toda a modelagem é feita com varreduras e extrusões, os perfis utilizados são com base nos catálogos dos fabricantes, ao final utilizei formas de vazio para dar os toques finais a estrutura, como mostrado na imagem abaixo:

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Abaixo um detalhe da modelagem da peça do canto, a primeira imagem é ele finalizado, a segunda é a forma original sólida e a última as formas de vazio que cortam o mesmo.

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Na parte dos fechamentos a primeira ideia era utilizar paredes simples do Revit e itens de detalhe em vistas e cortes, e dependendo do projeto ainda usaria essa abordagem pois não há um modo fácil e leve de criar estes elementos, apesar de existirem alternativas como parede cortina e sistemas de vigas os recortes sempre são problemáticos além de serem elementos pesados de se trabalhar. Por isso quase nunca utilizo um telhado com telhas 3D por exemplo.

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Mas neste caso como é algo pequeno resolvi testar como faria essa modelagem, não criei uma família a parte pois como existirão aberturas e e recortes haveria a necessidade de editar o fechamento direto no projeto, por isso utilizei modelagem no local.

Isso permitiu utilizar as portas e janelas já colocadas como referência para as aberturas, além de poder alterar o comprimento do fechamento para bater exatamente com o canto do container, então partindo do perfil do fabricante criei uma extrusão percorrendo toda a lateral.

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As aberturas são formas de vazio com o tamanho das aberturas das janelas e portas como na imagem abaixo, também alterei as famílias de portas e janelas para incluir uma estrutura de suporte em volta das mesmas.

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Já na cobertura utilizei outra técnica, parti de um piso comum com a mesma espessura da chapa de aço que o fabricante utiliza e acima dele coloquei uma família com base em face dos relevos e criei uma matriz das mesmas.

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Essa família com base em face é feita originalmente com duas mesclas, a primeira da a forma geral e a segunda um pouco menor corta a mesma para dar a espessura da chapa, abaixo também criei outra forma de vazio e cortei a face onde se encontra a família, deste modo ao carregar no projeto, essa forma de vazio corta automaticamente a face onde foi colocada, como mostrado na imagem abaixo:

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Mas claro, nem tudo é modelado, nos detalhamentos utilizei elementos 2D para representar os perfis utilizados no Drywall como também para o isolamento.

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Ainda estou pesquisando detalhes sobre este tipo de projeto, falta bastante coisa pra se considerar com um projeto finalizado, mas até agora foi um ótimo objeto de estudo.

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Famílias de piso tátil de acordo com a NBR 9050

Duas famílias de piso tátil que criei com base na NBR 9050, a conhecida norma de acessibilidade. Ambas as famílias são no tamanho padrão de 250x250mm, mas podem ser alteradas que irão manter os tamanhos dos relevos e sua disposição. Outros parâmetros que podem ser editados são a espessura da placa, do relevo e seus materiais.

Criei de modo que em nível de detalhe baixo e médio não tenham a geometria dos relevos, sendo assim mais leves para se trabalhar. Abaixo os links para download:

Sinalização tátil

Sinalização tátil direcional

Como a família possui os elementos de relevo aninhados é possível trabalhar eles separados da placa também, apesar de que para ficar de acordo com a norma há a necessidade de editar seus diâmetros.

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Abaixo um exemplo de uso da família.

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Alguns sites de texturas e umas dicas

Boas texturas fazem a diferença na visualização de projetos. E abaixo algumas dicas e sites para download.

Sempre dê preferência por texturas sem emendas, isso evita aquela repetição que costumamos ver em alguns renders, para facilitar você pode pesquisar o nome da textura em inglês seguido por “seamless” que é sem emendas em inglês, é um termo bastante popularizado até mesmo em português então da pra encontrar “textura de pedra seamless”, mas é mais fácil tudo em inglês.

O Krita que já comentei neste Krita – Ótimo software de ilustração open source é um ótimo software de edição de imagens totalmente gratuito, o mesmo possui diversas ferramentas para edição de texturas. Seja para transformar uma textura em sem emendas, ou configurar corretamente diferentes mapas para o mesmo material.

Algumas vezes encontramos materiais onde o mapa de bump é a mesma textura, ou uma versão em preto e branco da mesma. Como um mapa de bump simula relevos no material com base em uma imagem com uma escala de cinza, quanto mais claro mais alto e, quanto mais escuro mais baixo, por exemplo se tivermos uma textura de um tijolo preto com argamassa branca entre eles o mapa de bump não pode ser uma versão em preto e branco da imagem pois deste modo o relevo ficará invertido. Bastaria inverter os tons para resolver. Comentei por cima alguns dos mapas utilizados no Revit neste post Revit: texturas e materiais, e como criar um alambrado. .

Abaixo alguns sites que costumo utilizar que contém texturas:

http://www.textures.com/

http://www.tonytextures.com/

http://xoio-air.de/category/textures/

http://www.sketchuptextureclub.com/

http://texturelib.com/

http://seamless-pixels.blogspot.com.br/

http://www.swtexture.com/

http://www.mb3d.co.uk/mb3d/home/

http://www.lughertexture.com/

 

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O caminho mais rápido entre dois pontos nem sempre é uma reta e isso se aplica a projetos

Estava assistindo esse ótimo vídeo do canal Vsauce sobre a braquistócrona, simplificando, seria o caminho mais rápida entre dois pontos sujeito a um campo gravitacional. O mais interessante é que esse caminho ao contrário do que pensaríamos no primeiro momento não é uma reta, mas sim um cicloide.

Isso me fez lembrar que é algo que também se aplica aos projetos, muitas vezes a melhor solução não é aquela que pensaríamos no primeiro momento, como a mais barata. E é na escolha do melhor caminho que entra o projetista, por exemplo em projetos estruturais não apenas a locação dos elementos como pilares e vigas mudam totalmente o comportamento da estrutura mas também cabe ao projetista levar em conta a leveza, segurança, preço, facilidade de montagem, transporte dos materiais, mão de obra… n variáveis que um bom projetista deve ter em mente.

Como em treliças metálicas onde os elementos são submetidos a esforços de tração e compressão a melhor solução em termos de seção são os perfis tubulares, mas estes exigem cortes trabalhosos e encarecem a mão de obra e o aumentam o tempo de montagem.

Por isso que por mais que um software automatize processos, a verdadeira diferença entre um bom e um péssimo projeto esta no projetista.