Publicado em Arquitetura, Etc

Blender – Qualidade impressionante e open source

Quando pensamos em software grátis é raro pensar em algo de nível profissional, mas o Blender mostra que qualidade não é necessariamente acompanhada de um grande custo. Totalmente gratuito e open source o Blender me surpreendeu, se encontra facilmente no nível de softwares que custam alguns milhares de dólares como o 3ds Max.

Tenho poucas horas no software, mas quanto mais fuçava mais gostava do que o software permitia, modelagem, animação, simulação física, render, inclusive um modo de escultura digital como o Zbrush e engine de jogos. A modelagem é bastante intuitiva, recomendo assistir algum vídeo de “speed modelling” no Blender e ver como outros profissionais mais experientes modelam nele.

Uma vantagem de ser Open Source além do mesmo ser atualizado frequentemente é que facilmente podemos encontrar addons que adicionam novas ferramentas ao Blender, e, assim como o Max o Blender também possui alguns plugins pagos como o Vray, apesar de que o mesmo vem acompanhado do Cycles, um ótimo render que foi utilizado nas imagens que coloquei ao final do post.

 

Um vídeo mostrando as capacidades do Blender para renderização arquitetônica:

E algumas imagens de renders no Blender:

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Publicado em Revit

Qual o melhor PC/notebook para trabalhar o Revit?

Essa é uma das dúvidas mais comuns que encontro, e contrariando muitos minha resposta sempre será a mesma: A melhor configuração é aquela que cabe no seu orçamento com o melhor custo benefício possível.

Se fôssemos construir uma máquina com tudo que há de melhor ela seria extremamente cara, e com um péssimo custo benefício pois na maioria das vezes a diferença de performance não compensa o aumento do gasto. Como também pode não atender sua necessidade, um desktop sempre será mais potente que um notebook do mesmo valor, mas se a mobilidade for o fator determinante não irá atender esse requisito.

Antes de comprar uma máquina, veja quanto pode gastar e defina as prioridades. Algumas dicas:

  • Reviews e testes, é fácil encontrar diversos sites que fazem testes com diferentes hardwares, e muitos criam tabelas comparando diferentes performances que ajudam e muito a escolher, por exemplo o tomshardware.
  • Sites de busca e comparação de preços também ajudam e muito, Zoom, Buscapé, existem também extensões para navegadores que mostram os menores preços como o Baixou Agora. Infelizmente nem todas as lojas estão cadastradas neste site, entre algumas conhecidas no ramo estão KabumMegamamuteTerabyteshop, Pichau.
  • Não compre pela caixa uma placa de vídeo de 4GB não é necessariamente melhor que uma de 2GB, ou um processador de 6 núcleos nem sempre será melhor que um de 4. Existem diversas outras variáveis ao se escolher um hardware, por isso reviews e testes são importantes.
  • Placa de vídeo não influencia no render na maioria dos casos, se o objetivo for render a maioria dos renderizadores como o Mental Ray, Vray, Corona, não fazem uso da placa de vídeo. Enquanto outros como o Lumion, UE4, fazem uso extenso dela, e muitas vezes uma placa voltada para games se sai melhor que uma voltada para o público profissional. Antes de comprar, saiba o objetivo.
  • Não economize na fonte é raro ver alguém pedindo indicação de fonte, mas essa é uma peça essencial se não quiser ver sua máquina nova desligando sozinha ou pior queimando. Sempre procure fontes de marcas conhecidas como Corsair e com potência real acima da necessária.
  • Montar um notebook é uma boa alternativa, infelizmente nosso mercado não é tão abrangente em modelos de alta performance, mas a Avell é uma empresa que permite montar notebooks com a configuração desejada. Mas se a grana estiver curta da para encontrar boas máquinas por um preço competitivo, como o Asus s46, ou os Dell da série Inspiron.
  • Fuja dos All in one apesar de bonitos e ocuparem menos espaço os computadores tudo em um na maioria das vezes são mais caros que desktops equivalentes, e não dão tanta liberdade para upgrade.

 

Publicado em Portfólio, Revit

Casa Farnsworth

Este estudo já possui alguns anos, foi uma tentativa de recriar a famosa Casa Farnsworth do arquiteto Mies van der Rohe.

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Sempre achei essa casa uma bela obra e na época quis testar algumas coisas no Revit e também modelar algo com um bom nível de detalhamento.

Quase todo o mobiliário modelado por mim, exceção dos banheiros e mesas, trabalhoso mas bom para estudo, os detalhes da cadeira barcelona por exemplo foram feitos com duas formas de vazio cortando um bloco sólido, hoje talvez faria de modo diferente.

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Abaixo algumas vistas do projeto finalizadoEu (8)

E um corte, mostrando bem a estrutura.Casa Fansworth3

Para alcançar o nível de detalhe que eu queria além da estrutura criei perfis diferentes para os montantes com base em imagens de referência, posteriormente unidos ao pilar com cantoneiras.

Casa Fansworth

Esta casa além de ser uma bela obra é um bom objeto de estudo.

 

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A importância de se ter todos os projetos

Estava projetando um projeto elétrico para testar o QiElétrico quando me questionei: E se eu estiver colocando uma tomada onde passa um pilar?

Neste caso todos os projetos são meus e eu poderia resolver qualquer interferência, mas é muito mais comum termos diferentes profissionais trabalhando no mesmo projeto, e na maioria das vezes sem conversar entre si, não no sentido de serem amantes brigados, mas porque trabalham isoladamente.

Isso foi uma das coisas que me levou a interessar pelo BIM, a interoperabilidade entre diferentes softwares e profissionais, peguemos por exemplo a curva de MacLeamy, que comentei neste post.

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Basicamente o que a curva de MacLeamy mostra é um comparativo entre o fluxo de trabalho BIM e o tradicional, e como eles impactam no custo do projeto e na capacidade da equipe de impacto neste custo e na performance da obra.

Em termos práticos, em BIM como eu estaria trabalhando junto com os outros projetistas e compartilhando o mesmo modelo com a equipe, eu poderia ver logo no início as interferências e assim alterar o projeto sem que isso tenha um custo alto.

Se eu fosse pelo modo tradicional, ou pior, se eu fosse trabalhar sem os outros projetos em mãos, só veria a interferência conferindo os projetos posteriormente o que me levaria a ter retrabalho com um custo bem maior.

E não é raro obras iniciarem sem estes projetos, e a cada dia o custo das mudanças aumenta, uma alteração no projeto elétrico pode resultar em ter de quebrar paredes novamente ou até a adoção de gambiarras com grande custo e baixa qualidade.

Pode-se até ter um custo maior no início ter todos os projetos, mas este custo ao final da obra vai levar a uma economia bem maior.

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Adobe Muse – Criando sites sem escrever código

Fugindo um pouco do assunto engenharia e focando no etc do nome do blog, esses dias estava criando meu site e me deparei com um problema: todos os sites que permitem criar sites facilmente (como Wix e o Weebly) não permitem salvar o site e usarmos em outro servidor.

Passei então a buscar um software que me permitisse editar e salvar facilmente um site, apesar de ter feito webdesign, já faz tantos anos que nem lembro como abre o dreamweaver, ou onde escrevo <head> <body> em um código html.

Encontrei então o Adobe Muse e me surpreendi na facilidade e liberdade que ele permite na criação de sites, baixei o trial e em pouco tempo criei um site idêntico ao que criei pelo Wix, depois criei outro site com base em um modelo gratuito. Além de modelos também podemos encontrar widgets, que são por exemplo menus, formulários e efeitos que podemos adicionar ao site.

Uma grande iniciativa da Adobe é que ela permite alugar seus softwares mediante assinatura mensal a um preço bastante acessível, o Muse por exemplo custa R$ 33,00 ao mês, aos profissionais da área vale muito a pena alugar o software.

Infelizmente nem tudo são flores, um problema do Muse são seus formulários de contato que só funcionam em sites hospedados nos servidores da Adobe Business Catalyst, estou a dias buscando uma solução que necessitaria programar alguns processos php, mas ainda sem sucesso.

Site do Muse:

http://www.adobe.com/br/products/muse.html

Meu site:

www.soaresmatosengenharia.com.br

 

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Rebaixamento de calçadas no Revit

Fazer rebaixo de calçadas no Revit é mais simples do que parece, ele possui ferramentas para uma edição mais detalhada dos pisos. Vamos por exemplo criar um rebaixamento com base na nova NBR 9050, conforme mostrado na imagem abaixo:

NBR 9050 calçada

Primeiramente criamos nosso piso, neste exemplo fiz um piso simples, com 2,50m de largura para ser a nossa calçada

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Próximo passo é criar linhas que servirão como referência para dividirmos este piso depois, então na planta de piso tracei as linhas utilizando Linha de detalhe, com base na norma primeiro traço uma linha horizontal para ter os 1.20m de circulação. Depois tracei as linhas verticais para demarcar a largura do rebaixamento de 1.50m, e  também tracei duas linhas distanciando 1.30m para as áreas laterais da rampa.

Não precisamos desenhar as linhas exatamente nas medidas corretas na primeira tentativa, posso desenhar elas aproximadamente e depois que colocar cotas posso editar a posição delas pelas cotas.

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Próximo passo é selecionar o piso  utilizar a ferramenta Modificar subelementos

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Agora com a ferramenta Adicionar linha divisória, dividimos nosso piso com base nas linhas que criamos anteriormente

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Feito isso teremos nosso pisso dividido:

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Agora clicando em Modificar subelementos podemos selecionar nossa linha da frente da rampa e definir uma altura para a mesma, realizando um cálculo rápido e sabendo que a inclinação é igual a altura/comprimento cheguei a um valor de 0.1083m máximo para alcançar a inclinação dentro da norma de no máximo 8,33%. Então irei baixar essa linha -0.10m. Caso fosse necessário aumentar essa altura iria precisar de uma calçada mais larga para conseguir a inclinação necessária.

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E assim teremos nossa rampa:

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Este mesmo modo pode ser utilizado para criar entradas de veículos, rampas com diferentes inclinações, rampas com inclinação apenas em um canto, enfim, diversas aplicações para o mesmo método.

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Loteamento no Revit? Use o AutoCAD Civil 3D

Uma dúvida comum é: Como faço um projeto de loteamento no Revit? E apesar de haver uma resposta, ela seria mais uma gambiarra do que um projeto.

O Revit não possui ferramentas próprias para esse tipo de projeto, e nem é o objetivo dele. Áreas de lotes, perfis das ruas, cálculo e traçado da tubulação, por exemplo são alguns problemas que enfrentaríamos no Revit, e que apesar de podermos contornar de algum modo seria muito trabalhoso.

Conhecer as limitações de cada software é quase tão importante quanto conhecer as possibilidades do mesmo.

O site CADGuru, oferece gratuitamente um curso de Civil 3D voltado para loteamentos:
http://cad.cursosguru.com.br/cursos/autocad/curso-projeto-loteamento-autocad-civil-3d/

Podemos encontrar facilmente tutoriais sobre loteamentos no Civil 3D no youtube, como o mostrado abaixo: